Fringe: 1ª Temporada

2009 Julho 1
by Fabio Nascimento

 

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A melhor coisa na época da midseason é acompanhar as séries que você queria, mas não tinha tempo ou não eram as maiores prioridades em sua lista. Após Breaking Bad e Friday Night Lights (ainda em andamento), iniciei uma maratona Fringe. As críticas extremamente negativas desde do vazamento de seu piloto me desanimaram muito, mas ainda sim surgiu uma vontade de vê-la e foi o que fiz.

O piloto é realmente decepcionante, mas não merece a avalanche de críticas que recebeu. Sua maior falah não é sua qualidade e sim a péssima forma como foi promovida. Vendê-la como a próxima “Arquivo-X” ou “Lost” criou uma expectativa imensa em suas costas, foi uma tática estúpida já que nenhuma série conseguiria em um episódio apenas conquistar o respeito do expectador que as citadas conseguiram durante seu trajeto.

Dar margem a essas comparações enfraqueceu Fringe e derrubou-a nos olhos do público. Uma pena por que é uma série que tem muito potencial. Sua mitologia é abordada de forma meio caótica no piloto, mas aos poucos ela foi tornando-se mais interessante e compreensível, tanto que os episódios centrados no Observador, na Massive Dynamics, Mr Jones e Nina Sharp foram os melhores.

 

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A abordagem policial da série pode não ser tão satisfatória. Nesse aspecto eu concordo. Os casos são extremamente bem feitos, com destaque para as aberturas dos episódios, todas elas muito bem editadas e dirigidas, mas suas resoluções são um tanto quanto decepcionantes. Muitas vezes o problema é culpa dos roteiristas que parecem sempre buscar a saída mais fácil. No episódio Bound, o close na mancha do sapato do seqüestrador é tão grande que até os mais desatenciosos perceberam que aquilo iria entregá-lo.

Uma série que quer ter o mesmo público de Lost devia saber que o expectador não é burro e percebe essas coisas. Mas como eu disse no começo, a série tem potencial e já mostrou isso em alguns episódios de sua reta final. Bad Dreams é um exemplo disso, muito bem produzido (a cena na cobertura foi ótima), ele foi o primeiro episódio em que a parte policial funcionou sem essa sensação de saída fácil. Se mantiver o nível nesse aspecto e ainda conseguir englobar sua mitologia, Fringe deverá ganhar mais respeito e atenção.

 

Algumas considerações:

  • Peter Bishop é uma grande incógnita. Seu personagem ainda não achou seu lugar certo na série e continua deslocado dos demais. Sua função na verdade é explicar o que Walter diz em uma linguagem mais compreensível para o público entender, algo que me irrita profundamente já que não há necessidade alguma disso em muito dos casos.
  • Sobre as atuações, gosto do trabalho da Anna Torv (sua personagem é insossa no começo, mas aos poucos vai ganhando vida) e do John Noble (maravilhoso no papel, talvez a melhor coisa da série). Os demais não merecem muito destaque.
  • Entre os personagens intrigantes, Nina Sharp é sempre ótima em cena e um grande mistério, junto com a Massive Dynamics. Idem para o Observador que vocês provavelmente já sabem, mas está presente em todos os episódios (admito que já tive que recorrer à internet para avistá-lo, mas geralmente é fácil de ser encontrado).
  • A parte técnica da série é invejável, desde a maquiagem à fotografia. Trabalho impecável da produção técnica.
3 Respostas leave one →
  1. 2009 Julho 2

    Acho que valeu a pena ter visto toda a primeira temporada. Mesmo que “Fringe” esteja longe da perfeição como você comentou, considero a série até um pouco subestimada. John Noble merece ser indicado ao Emmy, bem como vários nomes da parte técnica.

  2. 2009 Julho 2

    Ah, muito bacana o novo banner ;)

  3. 2009 Julho 3

    Fabio,
    exatamente como você disse. Fringe eu queria ver, comecei a ver, fui até o 6 episódio e parei por falta de tempo, agora quero retomar com uma maratona, mas… comecei a ver In Treatment que tem me tomado um tempo, sem dizer que preciso trabalhar! hehe!

    Mas seu post me fez colocar Fringe na frente de outras séries!

    Abraços,
    André

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